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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Crônica 01

    
    Nesta semana conheci um cara que mora perto de mim aqui em NY. Trocamos oito mensagens e duas ou três fotos até que me decidi colocar 3 camadas de roupas e ir conhecê-lo para alguns minutos de diversão. 
    Depois de 5 minutos de caminhada, cheguei a sua casa e lá nos divertimos como planejado. Por mais incomum que seja em minha vida, depois de eu ter gozado, ficamos uns minutos deitados juntos na cama fazendo carinho e apreciando a companhia e o corpo um do outro. Em 82% dos meus encontros, eu já estaria com calças e me arrumando para ir embora alguns segundos depois de ter gozado.
    Ali, na cama, em certo momento, o rapaz pega a minha mão e entrelaça seus dedos com os meus. Ao mesmo tempo em que ele fazia isso, ele também disse: "eu espero que você não ache isso estranho". 
    Eu, chocado com a minha inabilidade de lidar com aquela afirmação, dei uma risadinha. Ao constatar tamanha a ironia da situação, comentei que ele havia acabado de pegar na minha bunda e meu pau e em todo o meu corpo e, mesmo assim, ele tinha receio de que eu acharia estranho ele pegar na minha mão.
    Respondi que eu não achava aquilo estranho, mas sim o fato dele achar que eu acharia estranho. 
    Sente-se como se demonstrações de carinho não fossem permitidas ali. Como se as partes do meu corpo comumente cobertas por roupas fossem menos pessoais do que minhas mãos. Como se ele ter pegado na minha mão expressasse um romantismo que pudesse assustar. Como se isso aquilo fosse uma declaração de amor, e como se gays fossem indignos disso. 
São tantas coisas para tirar dali...

5 comentários:

  1. Os gays não são indignos "disso".
    É por dar demasiado trabalho.
    Nunca consegui simplesmente gozar e ir embora de seguida, sempre ficava me achando sujo e descartável, sempre fiquei um pouco acarinhando, mesmo que não tivesse mais intenção de ver a pessoa.
    Nos haituamos a tirar de todo o ato sexual a carateristica emocional, e depois acontecem essas estranhezas que você descreve.
    Já por diversas vezes tive caras que me ficavam super confusos pq eu sempre beijava e abraçava muito. Não achavam comum.
    Como diz o ditado, "seja a mudança que quer na sua vida", não concorda?

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  2. Olha, se foi estranho
    Se foi muito estranho
    É porque talvez seja o novo
    A verdade que você busca

    Não?

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  3. Engraçado que exista esta estranheza nos simples toques.

    Nas minhas aventuras com Apps já me envolvi com um rapaz que ele não deixou ser beijado, mas ser penetrado rolou tranquilamente. Para alguns o beijo na boca é mais profundo ... Eu me permito ao toque, longos beijos de língua.

    N.B, Abraço.
    Seu Admirador desde 2011.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. São fases da vida cara...
    Eu mesmo só queria sexo, sem beijos, e sem carinhos, porém aos poucos vamos nos adaptando...
    E sem contar que pós sexo eu sentia nojo de mim mesmo.... Passei por fases insanas, uma loucura que nem eu me entendia...

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