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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Revolução sim, mas de amô ~leia com a voz da Inês Brasil~


Existe uma revolução acontecendo enquanto escrevo essas linhas e ela nunca foi tão necessária. Nesse exato momento, milhares de homossexuais estão sendo quem realmente são e não escondendo mais suas orientações sexuais. Todos, em suas profissões, em suas vidas particulares e nos barzinhos com os amigos sendo... gays! Quebramos a porta do armário e estamos saindo aos montes, até pelas gavetas. É hora de colocar a cara no sol!
Por muito tempo vivemos escondidos em breus, guetos e baladas escondidas frequentadas só depois da meia noite. De dia, fingimos ser héteros, engrossando a voz, segurando as mãos e enrijecendo o corpo, numa clara agressão ao nosso corpo, nossa alma e nossa mente. Fomos moldados assim, entendendo que ser “gay”, “bicha” e “mulherzina” é xingamento e a pior coisa do mundo, mas não é. Não mais.
Ainda não temos todos os nossos direitos e a proteção que precisamos para existir, de mãos dadas e beijos em todos os lugares, às claras, mas evoluímos muito desde a última década: de personagem cômico a protagonistas da nossa própria história. Longe da ditadura gayzista que SilasBolsoLiciano predizem, a única coisa que queremos é respeito e não ser atacado por pessoas mal resolvidas com a própria sexualidade. Falta muito, mas a gente chega lá.
Ontem, saindo com meu namorado do cinema de mãos lindamente dadas, encontramos pela frente alguns olhares de desaprovação, de estranheza e alguns de surpresa. No começo, não nego, tive um certo medo pela nossa integridade física, contudo comecei a perceber que meu discurso estava tomando forma no ato de dar as mãos a quem eu amo: EU EXISTO E MEU RELACIONAMENTO TAMBÉM.
Eu respeito seu tempo, também tive o meu. Não é fácil nadar contra a corrente e encaixar-se perfeitamente no padrão é quase um vício, mas não posso deixar de fazer uma pergunta, o mesma pergunta que a vida me fez ontem e que me fará todos os dias: QUER VIVER OU CONTINUAR EXISTINDO?


Um comentário:

  1. Tá com namorado? Mas que lindeza! Curta bastante a relação, querido. E, sim, esses direitos conquistados custaram muita luta dos gays, às vezes custaram a vida de alguns, mas a justiça e a evolução, enfim, estão começando a dar as caras na sociedade.

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